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Sugiru: quando algo passa do que você precisa

Decida o que é excessivo antes de mudar a terminação.

Um adulto compara um vão com uma faixa amarela sem marcas ao lado de uma mesa de madeira.

Uma mesa pode ser muito grande e ainda ter o tamanho perfeito para um cômodo. Outra pode ser grande demais para o espaço disponível. Essas descrições cumprem funções diferentes. Sugiru ajuda a expressar excesso, em vez de simplesmente aumentar a intensidade de um adjetivo. Antes de montar a frase japonesa, decida o que é excessivo e qual necessidade torna essa avaliação relevante.

Nesta lição, adultos fictícios organizam um apartamento pequeno e uma mesa de trabalho. Uma bandeja larga, uma cortina comprida e uma pilha excessiva de cópias oferecem significados concretos para conferir. As fotos ilustram as situações; não são medições nem provas sobre produtos reais. Você pode fazer todas as tarefas com papel e a própria voz, sem comprar nada nem usar um aplicativo.

Dê a sugiru uma situação concreta

このテーブルは大きすぎます。Kono tēburu wa ōkisugimasu. «Esta mesa é grande demais». A frase identifica uma mesa e considera seu tamanho excessivo. Na situação fictícia, o vão disponível é mais estreito que a mesa. Esse dado fornecido torna a avaliação compreensível. A frase não informa nenhuma das medidas e não afirma que o móvel foi mal fabricado.

Compare このテーブルはとても大きいです。Kono tēburu wa totemo ōkii desu. «Esta mesa é muito grande». とても, totemo, intensifica a descrição. Sozinho, não diz que o tamanho ultrapassa uma necessidade. Uma mesa grande pode ser bem-vinda quando várias pessoas precisam trabalhar juntas. Traduza a avaliação desejada, em vez de substituir automaticamente todo «muito» por sugiru.

Dê situações diferentes às duas frases. Na primeira, imagine uma mesa que não cabe no canto escolhido. Na segunda, imagine uma oficina espaçosa em que esse tamanho é útil. Mudamos a finalidade usada para avaliar o tamanho; não estamos dizendo que o mesmo objeto cresce ou encolhe fisicamente. O contexto permite conferir o sentido mesmo quando o adjetivo já é conhecido.

Conecte corretamente um adjetivo em i

Comece com 大きい, ōkii, «grande». Retire o い final e acrescente すぎる: 大きすぎる, ōkisugiru. Para o modelo polido não passado usado aqui, altere a terminação verbal para すぎます: 大きすぎます, ōkisugimasu. Não mantenha o i final do adjetivo para depois acrescentar sugiru a uma forma ōkii sem alteração.

Aplique o mesmo procedimento comum a 長い, nagai, «comprido». Você obtém 長すぎる, nagasugiru, e a forma polida 長すぎます, nagasugimasu. このカーテンは長すぎます。Kono kāten wa nagasugimasu. «Esta cortina é comprida demais». No exemplo fornecido, a cortina se espalha pelo chão mais do que a pessoa fictícia deseja. A avaliação trata do comprimento, não necessariamente da qualidade ou do preço do tecido.

A explicação gramatical do St. Olaf College descreve a ligação com bases verbais e adjetivais e explica que sugiru se conjuga como um verbo regular do grupo ru. Aqui, a prática se limita a algumas formas afirmativas verificadas. Esta introdução não pede que você deduza todas as exceções, construções negativas ou abreviações de conversa a partir de um único padrão.

Escreva a transformação em três espaços: adjetivo original, base e expressão polida completa. Com ōkii: 大きい → 大き → 大きすぎます. Com nagai: 長い → 長 → 長すぎます. Leia o resultado inteiro, incluindo a terminação. Reconhecer o significado ajuda, mas não elimina a necessidade de examinar a forma que você realmente produziu.

Uma adulta segura uma bandeja larga diante de uma prateleira aberta.

Um adjetivo em na também usa sua base

静か, shizuka, é um adjetivo em na que significa «silencioso» ou «tranquilo», conforme o contexto. No padrão praticado aqui, use 静かすぎる, shizukasugiru, ou a forma polida 静かすぎます, shizukasugimasu. Não insira na imediatamente antes de sugiru. O na encontrado quando esse adjetivo modifica um substantivo não deve ser levado para qualquer construção com a mesma palavra.

この部屋は静かすぎます。Kono heya wa shizukasugimasu. «Este cômodo é silencioso demais». Essa é uma avaliação de quem fala em determinada situação. Talvez uma atividade fictícia de gravação precise de uma conversa audível, mas a sala esteja em silêncio. Não se trata de uma afirmação geral de que ambientes tranquilos sejam indesejáveis. Forneça o contexto antes de transformar uma avaliação pouco familiar numa suposta regra cultural.

Mantenha visíveis as duas possibilidades: um adjetivo comum em i perde o i final; um adjetivo em na fornece sua base sem na aqui. Nosso guia de adjetivos apresenta essas categorias de forma mais ampla. Não classifique shizuka adivinhando pela tradução e não suponha que toda palavra escrita com i no final siga o padrão comum dos adjetivos em i.

Uma cortina creme comprida forma dobras sobre um piso de madeira.

Com um verbo, identifique a base primeiro

コピーします, kopī shimasu, significa «fazer cópias» neste contexto. Retire masu de shimasu para obter shi e acrescente sugiru: コピーしすぎる, kopī shisugiru. Para o relato polido no passado, use コピーしすぎました, kopī shisugimashita. Agora, o excesso se refere a uma ação, não ao tamanho ou ao comprimento de um objeto.

昨日、コピーしすぎました。Kinō, kopī shisugimashita. «Ontem fiz cópias demais». A anotação fictícia diz que a pessoa precisava de poucas cópias e produziu mais do que o necessário. A frase japonesa não informa o número exato. Não acrescente uma quantidade à tradução só porque a foto mostra uma pilha visível de papéis.

A ligação com a base é uma decisão diferente de escolher o tempo final. Primeiro, identifique a atividade relevante e sua base. Depois, construa a expressão de excesso. Por último, escolha a terminação adequada ao momento e à polidez do relato. Nosso guia de conjugação verbal auxilia nessa revisão geral das formas. Repetir rapidamente a expressão inteira pode esconder qual dessas etapas causou um erro.

Uma adulta organiza uma pilha de papel sem texto perto de um organizador pequeno.

A terminação fica no verbo final

大きすぎます, ōkisugimasu, é nosso modelo polido não passado. 大きすぎました, ōkisugimashita, é sua forma polida passada. 昨日のテーブルは大きすぎました。Kinō no tēburu wa ōkisugimashita. «A mesa de ontem era grande demais». Numa comparação fictícia de móveis, isso pode se referir à mesa examinada ontem. É preciso deixar claro esse referente; a frase não implica que hoje a mesma mesa mudou de tamanho.

Observe o que não reconstruímos: não transformamos ōkii no passado comum do adjetivo para depois acrescentar sugimasu. A expressão completa de excesso já contém um verbo final cuja terminação mudamos. Coloque 大きすぎます e 大きすぎました lado a lado e sublinhe a diferença. Você confere um contraste controlado, sem tentar aprender todos os tempos de uma vez.

Ao praticar em voz alta, termine a frase inteira. Uma base correta com um final incompleto não equivale a uma afirmação polida completa. Por outro lado, uma terminação fluente ligada à base errada também não resolve a tarefa. Marque a ligação e a terminação separadamente, para que a próxima tentativa trabalhe a dificuldade real.

Seis tarefas com fatos fornecidos

Primeira: uma mesa não cabe no vão escolhido por causa do tamanho. Use ōkii para descrever o excesso numa frase polida. Segunda: uma mesa é bastante grande, mas perfeitamente adequada para uma oficina. «Muito grande» ou «grande demais» corresponde à anotação? Explique sua escolha antes de selecionar a expressão japonesa.

Terceira: uma cortina é mais comprida do que sua proprietária fictícia deseja. Comece com nagai e escreva a expressão polida completa de excesso. Quarta: a anotação diz «ontem: fez mais cópias do que precisava». Produza a frase no passado usando kopī shimasu. Não acrescente um número que a anotação não fornece.

Quinta: forme a expressão polida de excesso a partir de shizuka sem inserir na. Sexta: outra pessoa escreve o passado comum do adjetivo antes de sugimasu ao tentar dizer que a mesa de ontem era grande demais. Identifique qual parte deve levar a terminação passada e depois escreva o modelo desta lição.

Cubra as respostas enquanto tenta resolver as tarefas. Você pode escrever uma explicação em português ao lado de uma forma japonesa para tornar seu raciocínio visível. O objetivo não é atribuir uma pontuação de proficiência, mas descobrir se a dificuldade está na avaliação pretendida, na ligação com sugiru ou na terminação final.

Confira a resposta e a avaliação pretendida

Para a primeira tarefa: このテーブルは大きすぎます。Kono tēburu wa ōkisugimasu. O problema de espaço informado sustenta «grande demais». Para a segunda: このテーブルはとても大きいです。Kono tēburu wa totemo ōkii desu. O tamanho é elevado, mas não foi indicado um excesso em relação à necessidade da oficina.

Para a terceira: このカーテンは長すぎます。Kono kāten wa nagasugimasu. Confira a retirada do i final de nagai. Para a quarta: 昨日、コピーしすぎました。Kinō, kopī shisugimashita. A base shi se conecta com sugiru e a terminação expressa o relato polido passado. Nenhuma quantidade exata foi inventada.

Para a quinta, a expressão é 静かすぎます, shizukasugimasu. Para a sexta, o passado fica no final do verbo completo: 大きすぎました, ōkisugimashita. Reconstrua a frase inteira se precisar praticar a identificação do referente e do tópico, em vez de parar numa terminação isolada.

Agora, altere apenas um fato: a cortina de ontem era comprida demais. 昨日のカーテンは長すぎました。Kinō no kāten wa nagasugimashita. Use isso somente com um referente fictício claro, como a cortina examinada ontem. Explique o que mudou e o que permaneceu igual. Nosso guia de estrutura da frase ajuda a manter o tópico e o predicado final conectados nessas comparações.

Mãos adultas seguram uma tira de madeira sem marcas diante de uma prateleira.

Perguntas sobre a prática

Sugiru é apenas uma maneira mais forte de dizer muito?

Não no uso de excesso praticado aqui. «Muito» descreve um grau elevado; «demais» avalia esse grau como excessivo para algum contexto. Outros usos conversacionais precisam de contexto próprio. Não suponha que toda expressão enfática tenha exatamente o mesmo tom ou a mesma função.

Uma foto mostra o que conta como grande demais?

Não. A foto pode ilustrar o objeto, mas a atividade precisa fornecer a necessidade ou a avaliação. Pessoas diferentes podem precisar de tamanhos diferentes. Não invente medidas, defeitos de produtos ou preferências de alguém a partir de uma imagem.

O que devo praticar depois de errar?

Escolha uma tarefa correspondente ao erro. Se confundiu muito e demais, altere a situação e explique o significado. Se escolheu o sentido certo, mas montou a forma errada, pratique a ligação com a base. Se errou apenas o tempo, compare as terminações mantendo a mesma expressão verificada.

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